Inicio aquí um seguimento pessoal do que sao as minhas opinioes sobre aspectos tecnicos-tacticos de alguem que nao é um expert mas que tenta perceber como interessado e fa o que é o futebol actualmente. Este blog comecou efectivamente como uma ideia de tertulia que nao vingou, pelo que ha que reinventar e dar-lhe outro uso.
Comecemos pelo principio.
Comecemos pelo principio.

Esta equipa pareceu-me uma das mais solidas apostas de QF no decorrer da época.
Na defesa, à parte da duvida sobre se o Sidnei porde ou nao estar melhor que o Miguel Vitor em alguns aspectos do jogo e pior noutros, creio que nao ha muitas hipoteses, mais a mais porque acho que o lado esquerdo, com o Jorge Ribeiro nao tem funcionado bem, como chegou a ocorrer no inicio da epoca.
No meio campo a colocacao do Ruben ao lado do Katsouranis é certa para mim, mas peca por tardia. Jogar com o Yebda so tem trazido poder de choque e más transicoes defesa-ataque com muitas perdas de bola. Jogos houve em que a excepcao confirmou a regra, como foi o caso do Benfica-Belenenses para a Taca da Liga, onde uma jogada de entendimento de Yebda com Di Maria acabou por trazer ocasiao de golo e golo para Katso seguindo um processo de envolvimento bem construido. Contudo nao é a regra como digo. Contra o Paços de Ferreira a inclusao do RA no meio campo a partir de um determinado momento trouxe uma dinamica que nao existe em mais nenhum jogo da epoca e acho que apenas haveria que trabalhar nesta linha já desde antes.
A colocacao de Aimar como um falso ala também pode ser benefica, ainda que pareceu confuso o esquema de ataque do Benfica na practica, uma vez que faltava coordenacao entre as 4 unidades ofensivas.
Ao longo da epoca o Benfica tem apostado num esquema que priveligia o futebol directo mas por meios menos ortodoxos, ou seja, buscando transicoes rapidas mas nao apoiadas ou quando apoiadas por sua vez pouco eficientes, ainda que se note que QF trabalha esse aspecto nos treinos. Ai poderá reconhecer-se que efectivamente o facto de ser um treinador com menos de um ano de clube e com uma equipa com jogadores novos como maioria no onze, dificulta a assimilacao dos conceitos.
Mas é exactamente na dificuldade de assimilacao dos conceitos que esta o calcanhar de aquiles deste Benfica 2008/09. Nisso e na falha mais evidente e quica que se possa criticar efectivamente a QF que é a dificuldade de arrumar a equipa em funcao do adversario, ainda que neste jogo o tenha melhorado um pouco.
Melhorou no aspecto de conjunto de jogadores, piorou – porque nao chamou à atencao mais uma vez – para aspectos recorrentes do jogo do adverario.
O Sporting contra o Benfica, com PB como treinador, tem por habito entrar forte, pressionante e na busca do contra-ataque. Primeiro aspecto quanto a mim que o Benfica deveria tratar: entrar ainda mais forte e nao descompensar blocos. Ou seja, neste ultimo jogo fez-se bem essa entrada – lance de NG – e as linhas nao subiram em demasia para poderem dar espaco a L e D para contra-atacar. Contudo o falhanco de NG (nao sabemos se um golo nao tinha teria tido o mm efeito) significou uma nao insistencia no ritmo e tipo de abordagem com que se comecou o jogo. Sporting reage e entre os 5’ e os 20’ tem varios cantos, sendo que nesta vez a defesa tremeu mais do que o normal nesta epoca nestas situacoes do jogo, onde tanto a atacar como a defender tem sido forte.
Por outro lado, o meio campo nao tem capacidade de pressao – justica seja feita a Yebda – quer isso dizer que à parte do frances nao ha quem entenda que é na intermediaria que ha que fazer faltas, impedir jogo e jogar ate por vezes sujo mas com respeito pelo adversario. O Sporting fez isso quase durante todo o jogo e com isso quebrou a dinamica de entrada do Benfica.
Suazo ficou mais uma vez refem de nao se conseguir posicionar o jogo no lancamento de jogadas de rapida transicao ofensiva, pelo que se acaba de dizer.
Finalmente referir que é imprescindivel – dado o numero de ocasioes de golo e golos que já gerou contra o Benfica – que JAReyes se convença que 1) atacar nao signifca agarrar o defesa pela camisola, tentar um pormenor bonito e ser anticipado ou desarmado, e 2) uma vez que tal aconteca tem mesmo de recuperar a correr. Houve progressos neste ultimo aspecto apenas, tambem com DiM mas a verdade é que tanto na Naval como no Algarve os lances de golo resultam de transicoes rapidas do adversario por falhas no controle de bola e leitura do jogo de JAR.
No final uma vitoria com um erro do arbitro. Na primeira imagem da TV parece ser penalty, algo que com a segunda imagem e todas as outras (que sao as que depois se repetem à exaustao e nao a de inicio) é claro que nao ha penalty. Bem mas para mim ha muitos imponderaveis no futebol e o nao assinalar um pènalty poderia ser sempre um factor extra para um maior pressing, nunca saberemos. O que sim sabemos e quero aproveitar este primeiro “novo” post para o dizer é que nas antas e na Luz com o Nacional nao se fizeram birras semelhantes. Ok nao é uma final, mas eram “finais” muito mais importantes que esta, sem querer menosprezar o trofeu em si mesmo.
Finalmente lamentar que o Suazo nao jogue mais. Agora sim nao vejo como podera ser uma opcao para o proximo ano a nao ser que seja por sua enorme vontade e menor muito menor salario.
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